Dentro de um armazém logístico existem muitos fatores relevantes que definem a eficiência dos processos. A correta análise e escolha de alguns desses fatores são determinantes para o armazém como um todo provar sua produtividade dia após dia. Essas escolhas podem levar a ótima eficiência ou a perdas, implicando em desperdícios de tempo, dinheiro, mão de obra e, principalmente, espaço.
Entre os principais fatores que podem levar um armazém a ter máximo ou mínimo aproveitamento estão as estruturas de armazenagem, ou seja, de que forma todos os itens são acondicionados no galpão.
As estruturas influenciam tanto no aspecto físico do layout armazém, possibilitando um ótimo aproveitamento do espaço disponível, como também no aspecto tecnológico e de processos, permitindo que tenha o alinhamento perfeito com os equipamentos como empilhadeiras e paleteiras, e com a tecnologia dos Sistemas de Gerenciamento de Armazém (WMS), que otimizam toda a parte de endereçamento ideal das mercadorias.
É responsabilidade dos gestores logísticos da empresa fazerem um estudo de alternativas e escolherem a melhor configuração. Por isso, este artigo vai trazer um bom resumo prático de cada um dos tipos de estrutura de armazenagem disponíveis hoje. São informações de grande valor, que certamente serão muito úteis para os profissionais da área.
Confira todos os detalhes e aplicações de cada modelo e entenda quais as melhores escolhas para o seu armazém.

Estrutura porta pallets:

  • Permite melhor organização;
  • Fácil e rápida movimentação dos pallets;
  • Boa separação por características de produto ou numeração/lote;
  • Ótimo para indústrias com grande variedade de itens, permitindo boa organização dos mesmos, boa seletividade no carregamento;
  • São estruturas modulares, podendo ser montadas de várias formas e permite aproveitamento total vertical;
  •  Possui 100% de seletividade, sem nenhum obstáculo para endereços, todos de livre acesso.

Estrutura porta pallets deslizante:

  • Aproveita maior área para armazenamento e menor para circulação;
  • Por ter a característica de deslizamento, os pallets ficam “escondidos” um atrás do outro enquanto estão armazenados, formando uma estrutura de grande bloco;
  • Ótima opção para produtos de baixo giro e pouco espaço de armazenamento.

Estrutura porta pallets para corredores estreitos:

  • Como o nome diz, permite corredores mais estreitos otimizando o espaço para armazenagem por reduzir o espaço para movimentação;
  • Os equipamentos são mais específicos têm preço mais elevado que para as outras estruturas;
  • Utiliza, por exemplo, empilhadeiras trilaterais.

Estrutura porta pallets para transelevadores:

  • Os corredores são ainda menores que os do modelo anterior, pois ao invés de usar empilhadeiras, se usam transelevadores;
  • Permite alto aproveitamento vertical;
  • Muita segurança nas movimentações;
  • O investimento em equipamentos é alto.

Estrutura porta pallets autoportante:

  • A estrutura de armazenagem é usada também para estruturar o galpão, ou seja, ambos são construídos ao mesmo tempo;
  • Reduz tempo e custos com a construção do galpão;
  • Ideal para grandes e novos armazéns;
  • Possibilita total aproveitamento do espaço vertical;
  • A estrutura suporta as laterais e a cobertura da construção.

Estrutura dinâmica:

  • A estrutura é em plano inclinado com rolamentos para a movimentação da carga pela gravidade;
  • É usado no sistema FIFO (o primeiro a entrar é o primeiro a sair) pois os primeiros itens a serem colocados na estrutura são os que “descem” por ela e estão disponíveis por primeiro na outra extremidade;
  • Permite mais agilidade pois os pallets certos estão sempre disponíveis na extremidade da separação;
  • Exige mais espaço livre, pois as duas extremidades do porta pallets precisam estar livres, uma para entrada e outra para saída das mercadorias;
  • Perceba na imagem como um dos lados da estrutura tem os apoios mais altos que o outro, criando uma inclinação:

Estrutura push-back:

  • Estrutura semelhante à anterior (dinâmica), mas possui apenas uma extremidade livre, a outra geralmente faz divisa com a parede;
  • É uma estrutura de colocação de pallets em profundidade, como se fossem várias gavetas “empurradas”, em acumulado;
  • É usado no sistema LIFO (o último a entrar é o primeiro a sair) pois os primeiros pallets a entrar ficam armazenados por último na fila, só saindo quando não houver mais nenhum na frente;
  • Tem melhor aproveitamento de espaço, pois uma das extremidades faz divisa com a parede ou com outra seção de estrutura. Desta forma, exige menos espaço livre.

Estrutura drive-in:

  • Cada espaço da estrutura se assemelha a um corredor no qual a empilhadeira passa por baixo e leva o pallet na sua posição específica;
  • As cargas ficam “engavetadas”, portanto devem ser itens semelhantes, sem necessidade de seletividade e alta velocidade de movimentação;
  • Na mesma extremidade ocorre a entrada e a saída das cargas, obedecendo ao sistema LIFO;
  • Como os pallets ficam muito próximos uns dos outros, este sistema oferece uma grande capacidade e densidade de armazenamento, entregando máximo aproveitamento do espaço.

Estrutura drive-through:

  • Usa o sistema FIFO;
  • É muito semelhante ao drive in, porém, deve ter as duas extremidades livres, onde uma é usada para a entrada e a outra para a saída das cargas, para obedecer ao FIFO;
  • Como os pallets ficam muito próximos uns dos outros, este sistema oferece uma grande capacidade e densidade de armazenamento, entregando máximo aproveitamento do espaço.

Estrutura mezanino:

  • É basicamente a instalação de um segundo andar no galpão, mas de estrutura geralmente metálica e reversível (não envolve obra civil);
  • Acaba aumentando consideravelmente a área útil de armazenagem, usando da verticalização dos estoques;
  • Bom para produtos distintos com dificuldades de se trabalhar com pallets, sem padrão de porta pallets. Nesses casos se torna mais valioso ter outra superfície equivalente ao chão, sem restrições de tamanho em cada endereço;
  • Válido para galpões com teto alto, passíveis de instalação de mezanino.

Estrutura cantilever:

  • Ideal para mercadorias de grande comprimento, largura, peso e volume, como tubos, vigas, perfis, entre outros;
  • É uma estrutura simples, mas muito resistente, composta por grandes suportes presos em uma coluna central, atuando como uma “estante” para as mercadorias;
  • Permite grande aproveitamento do armazém por sua característica vertical, com vários níveis.

Estrutura de racks (estantes):

  • Possui prateleiras horizontais fixas divididas em vários níveis, possibilitando a verticalização do estoque e sua melhor organização e otimização do espaço. Como é um sistema fixo, pode ser utilizado para mercadorias mais pesadas, oferecendo maior segurança;
  • É um sistema bastante comum, simples e eficaz, utilizado em empresas menores ou com produtos pequenos e mais leves;
  • São ideais para caixas pequenas ou médias e não paletizadas, ou seja, não se usam pallets.

Estrutura flow-rack:

  • Possui as prateleiras inclinadas, onde as embalagens são inseridas de um lado e deslizam por gravidade até a outra extremidade;
  • É como o sistema da estrutura dinâmica, mas para embalagens menores, e não pallets;
  • Facilita a separação dos itens, a agilidade;
  • Geralmente o manuseio é manual dos operadores, sem a necessidade de equipamentos;
  • Utiliza o sistema FIFO.

Estrutura carrossel:

  • Possui prateleiras “contínuas” que deslizam horizontalmente levando as mercadorias até o local de carregamento;
  • Uma das grandes vantagens é a economia com equipamentos de movimentação pois o carrossel pode abranger boa área do armazém, sendo desnecessário outro equipamento para isso;
  • A estrutura é instalada de forma fácil;
  • Ideal para itens de tamanho e peso não muito grandes.

Observação:

Interessante destacar que todas essas estruturas são removíveis. Então é fácil fazer mudanças para outros galpões, ou mesmo mudar o sistema utilizado. Traduz bem a praticidade e facilidade de uso e montagem/desmontagem que são tão importantes no meio logístico de armazenagem.

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