Quem trabalha com tecnologia sabe o quanto é importante se manter atualizado com todas as soluções recentes. Esse universo da TI evolui muito rapidamente e transforma tudo ao seu redor.
 
Em uma empresa, quase todos os funcionários, do nível hierárquico mais baixo ao mais alto, estão ligados a algum sistema tecnológico. Seja diretamente ou indiretamente, quase todos os colaboradores precisam lidar no seu dia a dia com sistemas diversos dentro da empresa, indo de um simples aplicativo de registro de entradas e saídas até um sofisticado e complexo ERP que controla todo o funcionamento da empresa.
 
Nesse contexto, os ambientes para a implementação da TI da empresa devem oferecer controle, modernidade e segurança. Existem dois tipos básicos de ambiente para esse armazenamento, processamento e gerenciamento de dados. Um deles é a mais tradicional, com servidores no local, também conhecido como modelo on-premise.
 
O outro modelo é o mais recente e inovador, que está tomando a frente do mercado nos últimos anos e as tendências de crescimento futuro são enormes, que é o modelo na nuvem, também conhecido como cloud computing ou cloud server.
 
Pensando nos gestores gerais e de TI, se ainda não tiveram, em breve terão decisões difíceis para tomar, inevitavelmente. Talvez a maior delas seja: como escolher o melhor modelo de servidor? Decidir entre on-premise ou cloud não é tarefa simples, e exige bastante conhecimento.
 
Conhecimento este, que nós também queremos passar para quem não é da área de tecnologia. Como falei antes, todos os trabalhadores que precisam lidar diretamente ou indiretamente com esses sistemas no dia a dia. Muitos deles possuem dificuldades de entender o seu funcionamento e características, e isso inclui a ideia de servidor local ou na nuvem.
 
Portanto, neste artigo você vai entender todas as grandes diferenças entre o uso de servidores remotos na nuvem e on-premise, tanto pelo ponto de vista técnico como pelo estratégico. Vamos trazer com clareza as vantagens e desvantagens de cada um, e ao final do artigo você terá muito mais conhecimento e tranquilidade para possíveis tomadas de decisão.

O que é um servidor on-premise?

Os sistemas baseados em servidores on-premise são implementados localmente na rede interna da empresa. Ou seja, são hardwares físicos que ficam armazenados internamente nas instalações da própria empresa usuária.
 
Esse tipo de servidor demanda um planejamento bem detalhado. Por ser estruturado localmente, devem ser considerados fatores de ambiente, como controle de temperatura para evitar superaquecimento, procedimentos de segurança em relação ao acesso de colaboradores ao servidor, rotinas de backup como prevenção de possíveis falhas, entre outras coisas.
 
O servidor on-premise oferece uma estrutura bem robusta, onde as principais vantagens são o total domínio e controle sobre o equipamento, a escolha de plataforma, hardwares e softwares utilizados, entre outros detalhes. Ou seja, é o tipo de ambiente no qual a empresas têm total controle sobre suas decisões, assim como também têm total responsabilidade sobre os resultados.
 
As empresas que possuem servidores locais, podem gerenciar todos os recursos e fazer mudanças no sistema quando quiserem, sem nenhuma dependência de outra empresa.
 
Esse modelo não exige acesso à Internet, justamente por contar com a infraestrutura local interna, onde a conexão é efetiva e executada por meio de terminais. Por outro lado, dispositivos fora da rede da empresa não terão acesso aos sistemas.
 
Uma grande característica desse modelo é a necessidade de monitoramento contínuo e especializado. É primordial que a empresa tenha uma equipe sólida de TI disponível. Essa equipe deve ser treinada e capacitada para trabalhar com os servidores, resolver os possíveis problemas que podem surgir e serem capazes de fazer upgrades quando necessário.
 
Outras desvantagens desse modelo são relacionadas ao custo. É um modelo que requer grande investimento inicial para aquisição dos hardwares e para “construção” de um ambiente físico propício para o bom funcionamento do mesmo, em alguma instalação da empresa.
 
Além disso, também são atribuídos gastos constantes com equipe especializada e dedicada e com manutenções e atualizações.
 
Os servidores locais são indicados para empresas que desejam total controle sobre suas operações de TI e que tenham visão de longo prazo, pois são investimentos consideráveis e o retorno será mais demorado. Por atender em longo prazo, a empresa deve ter cuidado com acomodação e defasagem tecnológica dos sistemas e processos. Ou seja, devem sempre se atentar à atualizações. O custo para elas também será mais alto.

O que é um servidor em nuvem?

Os sistemas baseados em servidores na nuvem são executados em uma plataforma de cloud computing, e não localmente como os modelos on-premise. A computação em nuvem é a prática de usar uma rede de servidores remotos para armazenar, gerenciar e processar dados.
 
A grande questão é que os servidores remotos estão hospedados na internet, portanto, esses dados podem ser acessados de qualquer lugar e por qualquer dispositivo, basta ter acesso a internet.
 
Sendo assim, a “nuvem” é um método de gerenciamento dos recursos de TI que substitui data centers privados e infraestrutura local por uma virtual, geralmente de uma empresa terceira, onde todos os dados são disponibilizados online por este provedor remoto.
 
Dessa forma, evita-se o uso de um servidor local ou computador pessoal e os usuários acessam recursos de rede e armazenamento pela internet, onde estiverem.
 
O fato dos usuários terem essa flexibilidade de máquina/dispositivo e localização é uma das principais características desse modelo.
 
Se torna muito interessante em empresas com mentalidade mais “móvel”, atualizada, ágil, onde muitas vezes os empresários e colaboradores precisam ter todo o sistema e as informações do negócio disponíveis para rápida tomada de decisão, mesmo fora do ambiente da empresa.
 
Outra grande característica desse modelo de nuvem é a elasticidade no uso dos recursos, podendo variar conforme a necessidade de cada momento e empresa. Isso acaba fazendo com que o custo também seja reduzido, pois não haverá desperdícios.
 
Falando em custo, as provedoras de ambiente em nuvem cobram mensalmente pelo uso da plataforma. As atualizações são constantes, pois a nuvem usa tecnologia de ponta. Portanto os provedores conseguem executar a manutenção e atualização dos recursos de forma automatizada, além de implantarem a melhor criptografia possível para manter a segurança do sistema.

Se você ficou interessado em saber mais sobre esse modelo de cloud server que está tomando o mercado, nós temos um outro artigo que explica o que é computação em nuvem e por que está se tornando tendência nas empresas. Dê uma conferida, tenho certeza de que você vai se surpreender.

Principais diferenças entre um sistema em nuvem e on-premise

Após conhecer os conceitos e principais características de cada modelo, vamos entender as diferenças entre eles. 
 
A abordagem vai ser dividida em aspectos como custos, mobilidade, segurança, escalabilidade e operação, para facilitar o entendimento e falarmos do que realmente importa. Acompanhe as principais diferenças entre esses servidores.

Diferença em relação ao custo e forma de cobrança

Os servidores on-premise precisam de um grande investimento inicial para a compra e instalação de hardwares e dispositivos periféricos. Este custo é bastante relevante e terá de ser feito estudos de viabilidade para retorno desse valor a longo prazo.
 
Além disso, os servidores físicos precisam de uma “sala” adaptada exclusivamente para eles, com todas as condições ambientais perfeitas para seu funcionamento, como temperatura, energia e segurança.
 
Eles também precisam de atualizações e manutenções constantes e uma equipe de profissionais capacitados para realizá-las. Essa equipe de TI também fará instalações e mudanças quando necessário, além das rotinas diárias de suporte operacional. Tudo isso se encaixa em custos mensais para manter o servidor operando.
 
Já o servidor remoto em nuvem não requer investimento inicial para a aquisição de equipamentos, muito menos instalações físicas. Como são servidores remotos, quem se encarrega de todos esses custos diretos de manutenção da estrutura é a empresa provedora de serviços de cloud.
 
Ao contrário do servidor on-premise, o serviço em nuvem é considerado on-demand, ou seja, pode ser escalado aos poucos, conforme a necessidade de uso.
 
Dessa forma, geralmente é feita uma parceria com a empresa provedora de serviços de nuvem que vai cobrar mensalidades pelo uso dos recursos e serviços. Aí entra outra característica interessante desse modelo que é a elasticidade, onde o valor do plano/mensalidade pago ao provedor pode alterar de acordo com a demanda da empresa cliente. 
 
E tudo isso é muito fácil e adaptável. Dessa forma, dificilmente a empresa sofrerá com falhas em momentos de alta demanda ou grandes gastos e desperdícios em momentos de baixa demanda. Como o custo se baseia no uso, em baixa utilização a empresa também poderá pagar menos.
 
Então, o melhor modelo para cada empresa vai depender das suas características e necessidades. O custo mensal da nuvem é provavelmente superior ao do servidor no local, mas com a nuvem praticamente não há investimento inicial. 
 
A tendência do mercado é negativa para os servidores on-premise, pois exigem um grande investimento inicial e ainda contam com custos mensais relacionados a manutenção dos mesmos. Portanto, é cada vez menos viável este tipo de ambiente.

Diferença em relação à mobilidade/acesso

Os servidores locais limitam bastante a mobilidade dos profissionais e dispositivos. Os sistemas só podem ser acessados de dispositivos ligados à rede local disponível. Ou seja, os sistemas só funcionam e permitem acesso dentro de um raio de rede daquele servidor, geralmente nas instalações da empresa.
 
De forma oposta, um sistema em nuvem pode ser acessado de qualquer lugar, desde que tenha internet. Como esses servidores remotos são hospedados na internet, basta estar “online” em qualquer lugar do planeta para conseguir acessar os sistemas e aplicações da empresa. 
 
Logicamente, isso é acompanhado das mais modernas tecnologias de proteção em acesso remoto, garantidas em contrato pelas provedoras de serviços em nuvem e permitindo total segurança, independentemente do dispositivo utilizado: computador, smartphone, tablet, ou outros.
 
Portanto, não importa qual for o ambiente, seja no escritório ou fora dele, o acesso a informação é permitido pela computação em nuvem de maneira facilitada.
 
Essa é uma grande vantagem para empresas de todos os portes, pois frequentemente se exige que os profissionais saiam do seu local de trabalho e se desloquem pela empresa, pela cidade, pelo país, ou até mesmo entre países, à negócio. Dessa forma, sempre terão os dados e sistemas na palma das suas mãos.
 
Inclusive equipes de trabalho não precisam mais estar juntas em um local trabalhando no mesmo projeto. Podem trabalhar de casa, em viagem, onde for a necessidade. Isso permite mais eficiência no processo e menores custos de deslocamento.

Diferença em relação à segurança e proteção dos dados

Muitos ainda pensam hoje em dia que os servidores no local entregam mais segurança para as informações da empresa. Pensam que por ele ser um grande hardware físico que está dentro da empresa, estará mais seguro. Como se fosse uma ideia de “segurança palpável”.
 
Na verdade, o que acontece é totalmente o contrário. Inclusive, os grandes especialistas da área defendem que as soluções em nuvem oferecem mais segurança por contarem com métodos de proteção de última geração, além de garantias dadas pelas provedoras em contrato.
 
A nuvem usa tecnologia de ponta, portanto os provedores conseguem executar a manutenção e atualização dos recursos de forma automatizada, além de implantarem a melhor criptografia possível para manter a segurança do sistema. A proteção dos dados é garantida pelas equipes dedicadas especialmente à essa finalidade.
 
Na prática, com servidor on-premise os arquivos ficam armazenados nas máquinas e nos próprios servidores, sendo facilmente expostos a acidentes, invasões de hackers, perigos físicos como problemas nas instalações, incêndios, alagamentos, riscos de funcionários desastrados esbarrarem ou danificarem os equipamentos, entre outras eventualidades.
 
A perda de dados pode ser tão prejudicial a ponto e levar à falência. No mínimo, provocará muito retrabalho e perda de produtividade. Para se proteger disso, a empresa precisa contar com ótimos equipamentos e profissionais, além de estratégias de proteção avançadas. Isso tudo têm seus custos. 
 
Se for analisar, os dados estão melhor protegidos de forma remota, salvos nos servidores de uma empresa especialista, auditada e certificada, que está sempre pronta para lidar com a segurança criptografada e garantir confidencialidade.
 
Resumindo, ambos os modelos podem garantir muita segurança, mas na nuvem ela é responsabilidade de uma provedora parceira especialista, já on-premise, é responsabilidade da própria empresa.

Diferença em relação à escalabilidade

A escalabilidade que nos referimos nesse caso é a capacidade de uma empresa crescer sem perder desempenho, sem dificuldades. Crescer de forma escalável, saudável e sustentada. Isso quem pode entregar é a cloud computing. 
 
Empresas com servidores on-premise têm escalabilidade muito mais difícil e cara, sendo necessário grandes investimentos e esforços para adequar a infraestrutura física de TI à demanda crescente. Com aquisição de novos equipamentos, precisa de mais profissionais para dar continuidade às operações. São projetos que geralmente demoram mais do que a demanda pode esperar. Por isso as dificuldades.
 
Já os servidores em nuvem funcionam seguindo os conceitos de escalabilidade. É muito fácil para as provedoras dos serviços de nuvem alterarem os requisitos de cada cliente de acordo com as necessidades deles. Os custos para isso também são proporcionais, variando nas mensalidades. 
 
O modelo de nuvem adapta facilmente o poder de processamento e armazenamento de dados ao tamanho do negócio e à direção para a qual ele segue.

Diferenças operacionais e de suporte

Eventuais problemas nas tecnologias sempre podem acontecer, são inerentes a elas. A questão é a forma e rapidez da resolução, além do seu custo.
 
Nos servidores on-premise o suporte geralmente é interno, da própria equipe de TI da empresa, e acontece em horário comercial enquanto a equipe está trabalhando, pois para resolver qualquer situação é necessário ter acesso à rede da empresa e aos servidores, e nesse modelo isso só é possível no local. 
 
Além disso, percebe-se a importância de uma boa equipe de TI, treinada e capacitada para resolver qualquer problema. A necessidade de solução é sempre muito imediata, já que geralmente a produtividade e o sistema ficam comprometidos (para não dizer parados) enquanto não é resolvido.
 
Nesse modelo on-premise as instalações e atualizações de softwares, hardwares e aplicações, além do treinamento da equipe, são sempre responsabilidades da própria empresa.
 
No caso dos servidores em nuvem, todo o suporte, treinamento de equipe, instalações e atualizações de melhorias são responsabilidades da empresa provedora dos serviços, parceira da empresa cliente.
 
Como as empresas provedoras são especializadas nesses serviços, o suporte é constante, 24 horas por dia, todos os dias. As atualizações também são constantes. Isso é facilitado por conta dos servidores serem remotos, então as melhorias e resoluções de erros/problemas acontecem na própria empresas provedora contratada, pela sua equipe especializada. 
 
Outra questão importante é a estabilidade dos ambientes, pois na nuvem seu funcionamento nunca é interrompido. Nunca fica “em espera”. Dessa forma, a empresa cliente continua com sua produtividade praticamente inalterada enquanto a provedora resolve os eventuais erros. É uma grande economia de tempo e trabalho para as clientes.

Conclusões

Sendo bem direto e resumido, as conclusões que chegamos são que os servidores on-premise exigem grande investimento inicial, infraestrutura física para suportar e equipe exclusiva treinada para atualizações e manutenção do funcionamento. Como ponto positivo está a autonomia da empresa sob seu ambiente.
 
Os servidores remotos em nuvem exigem apenas um custo mensal da empresa para a contratada provedora dos serviços de cloud. Entretanto, é uma tecnologia mais leve, fácil de escalar, mais segura e atualizada com as tendências mundiais.  Podemos dizer também que a empresa pode se preocupar menos com TI e se dedicar mais aos serviços/produtos essenciais dela, que trazem receita. 
 
A melhor alternativa vai depender de cada empresa, do que ela já possui de infraestrutura, do orçamento em curto, médio e longo prazo, e, principalmente, da sua visão de futuro.
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